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Distúrbios Alimentares na Adolescência



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Obesidade

O que é a obesidade?

A obesidade é mais do que um problema com a aparência, é um perigo para a saúde. Pode define-se a obesidade como um desequilíbrio entre a ingestão e o gasto de energia, em que o excesso de energia consumido leva a um aumento de gordura corporal.
A obesidade é fruto da interacção entre factores genéticos e ambientais, e também factores alimentares e psicológicos.
A obesidade assume proporções epidémicas, estando-se a verificar um aumento galopante da sua incidência nos países ocidentais. Mais de 60%dos indivíduos nos países desenvolvidos têm excesso de peso e 22% são obesos.



Em Portugal, estima-se que a prevalência da doença seja de 13%para o sexo masculino e de 15% para o sexo feminino, havendo cerca de 4,5 milhões de portugueses com pré-obesidade, ou seja, excesso de peso.
Existem vários métodos de classificação de obesidade que são:

1. Índice de Massa Corporal (IMC)
Este índice e medido em Kg/m² que foi encontrado através de estudos de densitometria corporal, como o indicador mais preciso do grau de “gordura” para todas as alturas. O índice de Massa Corporal é usado para classificar a obesidade e estimar o risco relativo de doença comparado com as pessoas de peso normal.

IMC>18<25Kg/m²---Normal
IMC>25<30 Kg/m²---Excesso de peso
IMC>30<35 Kg/m²---Obesidade moderada (grau 1)
IMC>35<40 Kg/m²---Obesidade grave (grau 2)
IMC>40 Kg/m²---Obesidade mórbida (grau 3)

A obesidade é um problema de saúde grave pois esta associado a doenças debilitantes, progressivas e com o risco relativo de aumento de mortalidade em relação a população normal quando o Índice de Massa Corporal é igual ou superior a 30Kg/m².

2. Perímetro da cintura
E medido no ponto intermédio entre a Crista Ilíaca e o Bordo Inferior da caixa torácica ( ultima costela), e uma medida simples e adequada que apresenta uma intima correlação com a acumulação de tecido adiposo abdominal.
Não aplicado a atletas, crianças e mulheres grávidas ou a amamentar.
Sexo Aumento do risco Risco muito aumentado
Homens >= 94cm >= 102cm
Mulheres >= 80cm >= 88cm
Outra forma de classificação é baseada no quociente cintura/anca, determinação simples que indica a distribuição de gordura no organismo. Com base no quociente cintura/anca distinguem-se dois tipos de obesidade:

-obesidade andróide ou central (forma de maçã). Quando a gordura está localizada sobretudo no tórax, abdómen e face, associa-se a um risco superior de dislipitemias, diabetes, doenças cardiovasculares e mortalidade em geral.



-obesidade ginóide ou periférica (forma de pêra). Localiza-se basicamente nas ancas e nádegas. Associa-se a problemas de retorno e artroses nos joelhos.




Multiplicidade de factores


1. Factores alimentares:
Os hábitos alimentares incorrectos aprendem-se, maioritariamente, na infância. A sociedade actual impõe determinados hábitos alimentares que condicionam a obesidade.
Sempre que a energia proveniente da alimentação for superior àquela que gostamos, as calorias excedentes armazenam-se no tecido adiposo sob a forma de gordura.
O pão, as batatas, as leguminosas secas como o grão e o feijão, o arroz e a massa não são os “maus da fita”. São alimentos que devem entrar em quantidade suficiente na nossa alimentação, porque são ricos em hidratos de carbono, o que não significa ingeri-los em excesso.
Os alimentos ricos em gordura, seja de adição (margarina, óleo, azeite, natas, manteiga) ou de constituição (a que faz parte dos alimentos), são facilmente portadores de umas “calorias extras” que rapidamente são armazenadas no nosso organismo, aumentando a gordura corporal.
As bebidas alcoólicas podem contribuir para aumentar a gordura corporal, porque o álcool aporta muitas calorias “vazias” (sem nenhum valor nutritivo), que são utilizadas pelo organismo imediatamente.
Os alimentos e bebidas muito doces são responsáveis por aumentar muito o valor calórico de uma refeição, podendo estimular o apetite e contribuir para o ganho de peso.
O hábito de fazer refeições desorganizadas ou à pressa (ricas em alimentos gordos e/ou doces) ou refeições muito abundantes (ricas em calorias), provoca um aumento do número e tamanho das células adiposas (as células que reservam a gordura) podendo conduzir ao aumento de peso.

2. Factores ambientais/sociais:
Inclui os hábitos de estilo de vida, como o que a pessoa come e seus hábitos de actividade física.
Não deve saltar refeições, pequeno-almoço e nem fazer convívios sociais à mesa.
Também o tabaco destaca-se na sociedade em relação à obesidade. Ela ocorre quando uma pessoa deixa de fumar, porque o fumador possui um metabolismo basal mais elevado enquanto fuma do que depois de deixar de fumar.

3. Factores psicológicos:
Estes factores também podem influenciar os hábitos alimentares. Muitas pessoas comem como resposta a emoções negativas, como tristeza, tédio ou raiva.
Durante os episódios de compulsão alimentar a pessoa ingere grandes quantidades de comida e sente que não consegue controlar o quanto está comendo. Aqueles com problemas de desordem de compulsão alimentar mais severos também têm maior probabilidade de ter sintomas de depressão e baixa auto estima.


Consequências da obesidade

A obesidade acarreta múltiplos problemas de saúde:

• Ao nível do aparelho cardiovascular:
Hipertensão arterial
Aterosclerose
Insuficiência cardíaca congestiva
Angina de peito
• Ao nível das complicações metabólicas:
Hiperlipidémia
Alterações de tolerância à glicose e diabetes tipo 2
• Ao nível do sistema pulmonar:
Dispneia e fadiga
Síndrome de picwick
Apneia de sono
Embolismo pulmonar
• Ao nível do aparelho gastrintestinal:
Esteatose hepática
Litiase vesicular
Carcinoma do cólon
• Ao nível do aparelho genitourinário e reprodutor:
Infertilidade e amenorreia
Incontinência urinária de esforço
Hiperplasia endometrial e carcinoma do endométrico
Carcinoma da mama
Carcinoma da próstata
Hipogonadismo hipotalâmico
Hirsutismo
• A outras alterações médicas:
Artrite degenerativa
Insuficiência venosa crónica
Hérnias
Propensão aos acidentes
• A alterações socio-económicas e psicossociais:
Discriminação educativa, laboral e social
Isolamento social
Depressão e perda de auto estima
Perturbações ansiosas

O que fazer para lutar contra a obesidade?

Embora não possa alterar a herança genética, pode mudar os hábitos alimentares e níveis de actividade física. Tente perder peso e não recuperá-lo:
• Aprenda como escolher refeições mais nutritivas com menos gordura
• Aprenda a reconhecer e controlar as características do ambiente que o fazem comer mesmo quando não está com fome (ex: os odores convidativos)
• Fique mais activo fisicamente
• Mantenha registos do que come e das actividades físicas

Tratamento da obesidade

Obesidade mórbida é um problema sério para a saúde, por isso é necessário procurar orientação médica para perder peso. Entre os tratamentos para a obesidade estão dietas de muito baixas calorias (hipo calórica), mudança de comportamento, remédios para emagrecer e cirurgia, mas como é natural em todas as doenças o primeiro passo é consultar o médico que indicará a melhor solução para cada caso.
A cirurgia para o tratamento da obesidade mórbida tem-se desenvolvido desde a década de 50. Três grandes tipos de cirurgia se desenvolveram:
 Cirurgias malabsortivas-bypass intestinal
1. jejunoileal
2. jejunocólico
 Cirurgias restritivas
1. gastroplastias
2. horizontal
3. vertical calibrada (vbg)
4. gastrobandoplastias
5. não ajustável
6. ajustável
 Cirurgias mistas (bypass)
1. bypass gástrico (mason, griffen, fobi, capela,....)
2. diversão biliopancreática (scopinaro)
3. diversão biliopancreática com swutch duodenal

Beba 2litros de água por dia. A água fará uma limpeza gastrointestinal, facilita a absorção das substâncias necessárias ao corpo e a eliminação das substâncias nocivas.
O valor das caminhadas ao ar livre – estimula a eliminação de líquidos pela urina e pelo suor: queima calorias em quantidades; estimula os intestinos na eliminação das substâncias excretas; facilita a digestão.
Evite beber líquidos de sumos artificiais e refrigerantes, contêm muita glicose. Substitua-os por sumos naturais de frutas frescas e de legumes crus.
Coma alimentos ricos em fibras e mastigue bem os alimentos. Faça refeições de cereais, legumes e verduras. Coma com moderação, em pequenas quantidades. Mesmo dos bons alimentos, quando em excesso, são prejudiciais ao organismo.
Evite fumar e receber o fumo de forma “passiva”.
Controle a hipertensão arterial, reduzindo o sal da alimentação, a ingestão de bebidas alcoólicas e o peso.
Controle os níveis de colesterol no sangue e, caso seja acima e 200mg, é importante determinar as suas fracções LDL (colesterol prejudicial) e HDL (colesterol benéfico), e saber junto do seu médico qual a melhor terapia a seguir.
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